quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Meu Querido Mês de Agosto

No tempo em que não se usavam cintos de segurança e íamos 7 num carocha rumo ao Norte de Portugal...Parecem longínquos esses tempos e quase impossíveis. Ainda estou para perceber como conseguíamos fazer uma viagem de pelo menos 10 horas dentro de um carocha. Quatro adultos, três crianças, malas, sacos, bolas, bonecos, skates, Bota Botilde, almoço, lanche...Mas conseguíamos e era tão bom. Viagens a cantar, a fazer jogos com as matrículas dos carros, a perguntar o que queriam dizer os sinais da estrada, a cantar, a acenar às pessoas que iam nos outros carros, com os cabelos aos vento fora das janelas, a vomitar nas curvas...Saír de Lisboa de manhã muito cedo, chegar ao destino ao final do dia com os avós à nossa espera de braços abertos e sorrisos rasgados...A avó a fritar batatas para o jantar e o avô a montar o baloiço. O reboliço, o barulho, os franciús, como lhes chamávamos, a parlar metade português, metade francês. Os canais espanhóis na tv para nós que apenas tínhamos 2 canais de tv era a loucura. Sim, só existiam 2 canais de televisão. As vacas que estavam muitas vezes prenhas nessa altura, os bezerros a nascer, a burra Paula Cristina e depois o burro Rafael, as galinhas, as rolas, os cães Tarzan e Roni, os gatos que eram tantos que nem nomes tinham. Os primos, todos os anos conhecíamos mais um. As noites passadas a contar estrelas e a ouvir as histórias do avô. Saudades, muitas saudades. Parece que já nem calor faz à séria no mês de Agosto.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Cenas a Custo 0 (Zero)

                                                                   http://boacamaboamesa.expresso.sapo.pt

Nos Próximos dias 17, 18 e 19 de Abril, entre as 10h00 e as 18h00 as Galerias Romanas da Rua da Prata poderão ser visitadas gratuitamente. Estas visitas estão integradas no  Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Tia Madrasta, Madrasta Tia, No Que é Que Me Fui Meter #4

Lá em casa estamos na fase: 

Vou jááá...
Dizzzz...
Espera aí...
Dá-me cinco minutos...
Hãã?...
Já vou...
Só um bocadinho...

Mas que raio de coisas tão importantes tem um puto de 11 anos para fazer que NUNCA vem logo quando o chamamos?! 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Nostalgia

Anos 80, quando a vida ainda era simples e cor-de-rosa e ao som de Simple Minds.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Óscars 2015 - 3ª Rodada

Still Alice - Para Sempre Alice

Passamos a vida a acumular experiências e a arquivar memórias. Essas são o nosso bem mais precioso. É nelas que estão os momentos mais marcantes da nossa vida. Na realidade a nossa vida mais não é que um conjunto de memórias. E quando de repente elas se vão apagando aos poucos? Julianne Moore interpreta uma mulher de 50 anos com um percurso académico brilhante, expert em Linguística, a quem é diagnosticado Alzheimer, que normalmente surge numa idade mais avançada. Aos poucos perde a noção do tempo, do espaço, a memória de quem é, o conhecimento de quem a rodeia. Para mim, uma interpretação brilhante de Julianne Moore e que acredito arrecadará o Óscar de melhor actriz, isto se a Rosamund Pike não lhe passar uma rasteira.

Whiplash - Whiplash: Em Busca da Perfeição

Mais um filme de nervos. JK Simmons faz um papel tão brutal que me apetece espancá-lo durante o filme todo. A história centra-se na relação entre um professor de música altamente abusivo e um aluno obstinado em atingir a perfeição. Não vou falar mais da história que me irrita. É bastante bom o filme. Ai ca nervos.

The Theory of Everything - A Teoria de Tudo

Para mim Eddie Redmayne já ganhou. Vai levar para casa o óscar de Melhor Actor. Brutal desempenho, principalmente a nível físico. Diz quem leu o livro que é pena que o filme se tenha centrado mais na vida de casado do físico Stephen Hawking do que propriamente nas suas descobertas. Na realidade este filme é um romance, uma história de vida de uma família marcada pela esclerose lateral amiotrófica e por todas as limitações que uma doença destas acarreta. É um bom filme.

Ahh o Carnaval...Gosto Tanto...Ou Não


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Se Me Esqueceres

Se Me Esqueceres

Quero que saibas 
uma coisa. 

Sabes como é: 
se olho 
a lua de cristal, o ramo vermelho 
do lento outono à minha janela, 
se toco 
junto do lume 
a impalpável cinza 
ou o enrugado corpo da lenha, 
tudo me leva para ti, 
como se tudo o que existe, 
aromas, luz, metais, 
fosse pequenos barcos que navegam 
até às tuas ilhas que me esperam. 

Mas agora, 
se pouco a pouco me deixas de amar 
deixarei de te amar pouco a pouco. 

Se de súbito 
me esqueceres 
não me procures, 
porque já te terei esquecido. 

Se julgas que é vasto e louco 
o vento de bandeiras 
que passa pela minha vida 
e te resolves 
a deixar-me na margem 
do coração em que tenho raízes, 
pensa 
que nesse dia, 
a essa hora 
levantarei os braços 
e as minhas raízes sairão 
em busca de outra terra. 

Porém 
se todos os dias, 
a toda a hora, 
te sentes destinada a mim 
com doçura implacável, 
se todos os dias uma flor 
uma flor te sobe aos lábios à minha procura, 
ai meu amor, ai minha amada, 
em mim todo esse fogo se repete, 
em mim nada se apaga nem se esquece, 
o meu amor alimenta-se do teu amor, 
e enquanto viveres estará nos teus braços 
sem sair dos meus. 

Pablo Neruda, in "Poemas de Amor de Pablo Neruda" 

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O que Ando a Ouvir

Queen - Under Pressure

Pressure pushing down on me
Pressing down on you, no man ask for
Under pressure that burns a building down
Splits a family in two
Puts people on streets

It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming, "Let me out!"
Tomorrow gets me higher
Pressure on people - people on streets

Chippin' around, kick my brains 'round the floor
These are the days - it never rains but it pours
People on streets - people on streets

It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming, "Let me out!"
Tomorrow gets me higher, higher, higher...
Pressure on people - people on streets

Turned away from it all like a blind man
Sat on a fence but it don't work
Keep coming up with love but it's so slashed and torn
Why, why, why?

Love

Insanity laughs under pressure we're cracking
Can't we give ourselves one more chance?
Why can't we give love that one more chance?
Why can't we give love, give love, give love, give love, give love, give love, give love, give love?..

'Cause love's such an old-fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the night
And love dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressure
Under pressure
Pressure

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Pics I Love

                                                                        Tim Flach

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Óscars 2015 - 2ª Rodada

Boyhood  

Este fim de semana só deu mesmo para ver este filme, mas mesmo que tivesse dado para mais acho que escreveria um post só mesmo dedicado a Boyhood.
Não é o filme da minha vida, mas é um filme da vida. Uma história como tantas outras onde há uma mãe que se separou do pai dos filhos, que ficou sozinha com duas crianças, que vivia com poucas condições e teve força para começar a estudar de novo, para seguir o seu sonho e para ter uma vida melhor. Pelo meio casou duas vezes (com duas bestas) e voltou a divorciar-se. Os dois filhos foram crescendo, porque a vida também não pára para eles. O pai (Ethan Hawke) era o típico irresponsável que não estava preparado para ser pai e deu à sola. Aparecia de vez quando com prendas fixes e que há medida que os anos vão passando ele próprio vai crescendo. O que tem de especial este filme? É que foi filmado ao longo de 12 anos e a evolução física das personagens é mesmo verdadeira. O Mason (personagem principal) tinha 5/6 anos no início do filme e nas últimas cenas tem 18. 
Quase no final do filme dou por mim a chorar, ainda antes da mãe (Particia Arquette), porque o Mason vai para a faculdade. Dei por mim a pensar: isto tudo passa tão rápido, eles nascem, crescem, saem de casa (já mencionei que nem sequer tenho filhos? - Estou toda lixada, sim é um facto). No final de contas o que interessa são os momentos, aliás uma das mensagens do filme é mesmo essa. Todos nós fazemos escolhas que alteram as nossas vidas e as vidas dos que nos rodeiam. Essas decisões trazem coisas boas e coisas más, o mais importante é aprendermos com tudo o que nos acontece e tentar ultrapassar as dificuldades. Pelo caminho vamos coleccionando momentos, momentos esses que no fim de contas são a nossa própria vida.
Quem viu a triologia Antes do Amanhecer com o Ethan Hawke vai gostar dos dialogos do pai com os miúdos. Acho que o Ethan Hawke tem uma capacidade enorme para interpretar maravilhosamente estes diálogos escritos pelo Richard Linklater. 
E depois há a banda sonora que nos transporta para cada uma das épocas em que o filme é passado: de Coldplay a Lady Gaga, passando por Paul McCartney, Daft Punk, Foo Fighters.
Gostei, mas percebo quem ache que não acontece nada de especial no filme. É "apenas" um filme sobre a vida.



Pequenas Irritações AKA Merdices Que Me Fazem Apetecer dar um Grito